Código de barras para produtos: tudo que o lojista precisa saber
Do formato certo para cada canal de venda até a impressão da etiqueta; com ou sem registro no GS1.
Atualizado em
Precisa colocar código de barras nos seus produtos mas não sabe por onde começar? Este guia explica qual formato usar para varejo, e-commerce e estoque interno, o que é GTIN, quando registrar no GS1 e como gerar gratuitamente.
Código de barras para produtos é obrigatório em qualquer canal de venda estruturado: loja física com PDV, marketplace como Mercado Livre e Shopee, e-commerce ou rede de supermercado. Sem ele, você não consegue dar entrada automatizada no estoque nem anunciar corretamente nessas plataformas. Para vendas informais, feiras e artesanato, o código é opcional; mas facilita a gestão. Este guia explica o essencial sem enrolação.
!Código de barras para produtos: caixa com etiqueta EAN-13, scanner e tela de cadastro de produto
O que é GTIN e por que os marketplaces pedem?
GTIN significa Global Trade Item Number, é o número que identifica um produto de forma única no mundo inteiro. O EAN-13, o EAN-8 e o UPC-A são todos formas de GTIN.
Quando o Mercado Livre, a Shopee ou a Magalu pedem "GTIN" no cadastro do produto, é exatamente isso que querem: o número do código de barras. Isso permite que a plataforma cruze o seu produto com bases globais de dados, melhore o ranqueamento nos resultados de busca e evite duplicatas no catálogo.
Se você vende em marketplace, ter o GTIN correto é cada vez mais obrigatório; e anúncios sem GTIN perdem visibilidade nos algoritmos de busca das plataformas.
Qual formato de código de barras para produtos usar?
A escolha depende de onde o produto vai ser vendido.
EAN-13: para varejo e marketplaces
O EAN-13 é o padrão internacional usado em supermercados, farmácias e nos principais marketplaces brasileiros. Se você vai vender em qualquer desses canais, precisa de EAN-13. O código tem 13 dígitos; o último é um dígito verificador calculado automaticamente.
Para gerar EAN-13, acesse o gerador de EAN do GeraCode. Você pode criar o número ou inserir um GTIN já registrado no GS1.
Code 128: para controle interno de estoque
O Code 128 aceita letras, números e caracteres especiais, sem limite fixo de dígitos. É o formato ideal para etiquetas de prateleira, controle de entrada e saída, e sistemas de gestão internos. Não é reconhecido como GTIN pelos marketplaces, mas funciona perfeitamente para uso interno.
Saiba mais no nosso guia sobre Code 39 e formatos de código de barras.
ITF-14: para caixas e logística
O ITF-14 é usado em caixas de transporte e unidades de despacho. Tem 14 dígitos e é lido mesmo com impressão de baixa qualidade em papelão ondulado.
Preciso registrar no GS1?
Depende do canal de venda.
Para vender em redes de supermercado e grandes varejistas físicos: sim, o EAN-13 precisa ser registrado no GS1 Brasil (abre em nova aba). Eles emitem um prefixo de empresa exclusivo que garante que o código não vai colidir com o de outro fabricante no mundo. O custo varia pelo faturamento anual da empresa; consulte o site do GS1 para os valores vigentes, pois são reajustados periodicamente.
Para marketplaces (Mercado Livre, Shopee, Magalu): depende. Muitos aceitam GTINs gerados livremente para produtos sem código oficial; especialmente produtos artesanais, personalizados ou de marcas próprias. Verifique a política de cada plataforma.
Para controle interno, e-commerce próprio ou gestão de estoque: não é obrigatório. Você pode gerar e usar livremente.
Como gerar código de barras para seus produtos
Com o gerador de código de barras do GeraCode:
- Escolha o formato (EAN-13 para varejo e marketplace, Code 128 para estoque).
- Digite o número do produto; ou clique em Gerar número aleatório para EAN.
- Defina a largura e altura para o tamanho da etiqueta.
- Baixe em SVG para impressão de alta qualidade ou PNG para uso digital.
O gerador valida automaticamente o dígito verificador do EAN-13 e do EAN-8.
Precisa de vários códigos de uma vez?
Para gerar em lote; quando você tem um catálogo de produtos; use a função de geração em lote. Veja como funciona na FAQ: como gerar código de barras em lote.
Tamanho de referência para a etiqueta
Os valores abaixo seguem o tamanho nominal (100% de ampliação) recomendado pela GS1. O mínimo aceitável é 80% desses valores para EAN, abaixo disso, o risco de falha de leitura no PDV aumenta.
| Formato | Largura nominal | Altura nominal |
|---|---|---|
| EAN-13 | 37,3 mm | 25,9 mm |
| EAN-8 | 26,7 mm | 21,3 mm |
| Code 128 | variável | mín. 15 mm |
| ITF-14 | ~142 mm | ~32 mm |
Em embalagens muito pequenas (cosméticos, temperos), use EAN-8 em vez de EAN-13, 8 dígitos ocupam menos espaço. O gerador de EAN suporta ambos os formatos.
Como imprimir etiquetas de qualidade
Impressão ruim é a principal causa de código de barras que não lê no caixa:
- Use SVG ao exportar; garante qualidade independente do tamanho de impressão.
- Impressoras laser ou térmicas produzem barras com bordas mais nítidas que jato de tinta.
- Fundo branco, barras pretas, evite cores invertidas ou fundos estampados.
- Margem de silêncio: deixe pelo menos 5 mm em branco em cada lado do código (padrão GS1).
- Teste antes de imprimir em escala: escaneie com o leitor online ou com um celular antes de fazer centenas de etiquetas.
O que os marketplaces exigem especificamente
Mercado Livre: exige GTIN para produtos com código de barras existente no mercado. Produtos artesanais ou de marca própria sem código oficial podem ser cadastrados sem GTIN, mas têm menor visibilidade.
Shopee: segue lógica similar; produtos de marcas conhecidas devem ter EAN correto; produtos próprios podem usar código interno.
Magalu e Amazon Brasil: cada vez mais rigorosos com GTIN. Para categorias como eletrônicos e cosméticos, o GTIN oficial é praticamente obrigatório.
É obrigatório ter código de barras no Brasil?
Depende do canal de venda, não existe uma lei federal que obrigue todo produto a ter código de barras, mas na prática vários canais tornam obrigatório:
| Canal | Obrigação | Base |
|---|---|---|
| Supermercados e grandes redes varejistas | Sim (contratual) | Exigência do varejista para automação de caixa e estoque |
| Nota fiscal eletrônica (NF-e) | Sim, se o produto já tem EAN registrado | Ajuste SINIEF 7/2005 e NT 2019.001 da SEFAZ |
| Marketplaces (ML, Shopee, Magalu) | Depende da categoria | Política de cada plataforma |
| E-commerce próprio | Não | Sem obrigação legal |
| Feiras, vendas diretas, artesanato | Não | Sem obrigação legal |
A obrigação prática mais relevante é a da NF-e: se o produto tem EAN, ele deve constar na nota. Usar número errado resulta em rejeição da nota pela SEFAZ. Se o produto não tem EAN, usa-se "SEM GTIN"; perfeitamente legal.
MEI precisa de código de barras?
Não é obrigatório para MEI, mas pode ser necessário dependendo do canal de venda:
- MEI que vende em feiras, porta a porta ou entrega direta: não precisa de código de barras.
- MEI com loja virtual própria: não é obrigatório, mas facilita o controle de estoque.
- MEI que quer vender em supermercados ou grandes varejistas: precisará de EAN-13 registrado na GS1 Brasil; o custo vale a pena só quando o volume justificar.
- MEI que vende em marketplace (Mercado Livre, Shopee): depende da categoria. Para produtos artesanais ou de marca própria, muitas categorias aceitam sem EAN.
O MEI pode se associar à GS1 Brasil normalmente; não há restrição por porte empresarial. O plano de entrada é acessível para microempresas.
Onde colocar o código de barras na embalagem
O posicionamento correto garante leitura no PDV e evita problemas com as esteiras dos centros de distribuição:
Regras gerais (padrão GS1):
- Posicionar em face plana, sem dobras passando sobre as barras
- Mínimo de 32 mm do fundo da embalagem (leitores de PDV ficam abaixo do produto na esteira)
- Mínimo de 10 mm das bordas laterais
- Nunca sobre costuras, grampos ou áreas translúcidas
- Em embalagens cilíndricas (garrafas, latas): posicionar na face com menos curvatura, com a altura do código ao longo do eixo da lata
Para embalagens pequenas: Se não houver espaço para o EAN-13 com tamanho mínimo (~29,8 mm), use EAN-8, foi criado exatamente para esse caso.
Para caixas de transporte: Use ITF-14 (não EAN-13) e posicione em pelo menos duas faces opostas. Veja mais no guia Code 128 e ITF-14.
UPC-A: quando você encontra esse formato
O UPC-A é o equivalente americano do EAN-13, 12 dígitos em vez de 13. Leitores brasileiros modernos leem os dois formatos automaticamente.
Você precisa conhecer o UPC-A quando:
- Recebe produtos importados dos EUA com código de 12 dígitos
- Vende no Amazon ou planeja exportar para os Estados Unidos (Amazon US exige UPC registrado na GS1 US)
- Seu sistema ERP importou produtos com EAN de 12 dígitos; verifique se são UPC-A e adicione o "0" na frente para completar 13 dígitos
Para o mercado brasileiro, use sempre EAN-13 com prefixo 789 ou 790.
Breve história: como os códigos de barras chegaram ao varejo brasileiro
O código de barras surgiu nos Estados Unidos em 1974, quando uma embalagem de chicletes Wrigley's foi o primeiro produto a ser escaneado num supermercado de Ohio. O padrão UPC (Universal Product Code) foi criado para agilizar os caixas de supermercado; antes, cada item era digitado manualmente.
O Brasil adotou o padrão EAN (European Article Number, hoje parte do sistema GS1) na década de 1980, com os prefixos 789 e 790 sendo atribuídos exclusivamente ao país. A GS1 Brasil (então chamada de EAN Brasil) começou a emitir prefixos para empresas brasileiras em 1983.
Hoje, mais de 6 bilhões de leituras de código de barras acontecem por dia no mundo. No Brasil, o uso nos PDVs de supermercados e farmácias é praticamente universal; a loja que não usa código de barras opera com uma desvantagem operacional enorme em velocidade de caixa e controle de estoque.
Como escolher o formato certo: tabela de decisão
| Situação | Formato recomendado |
|---|---|
| Produto para supermercado, farmácia, magazine | EAN-13 (registrar na GS1) |
| Produto para marketplace (ML, Shopee, Amazon) | EAN-13 (registrar ou usar com cautela) |
| Embalagem muito pequena (sachê, bala) | EAN-8 |
| Caixa de transporte com vários produtos | ITF-14 |
| Estoque interno com letras no código | Code 128 |
| SKU alfanumérico impresso em prateleira | Code 128 |
| Etiqueta de rastreio de transportadora | Code 128 |
| Produto de saúde com lote e validade | GS1-128 |
| Produto artesanal para venda na feira | Qualquer formato interno (ou nenhum) |
Como testar se o código funciona antes de imprimir em escala
Antes de mandar imprimir 500 etiquetas, valide o código:
- Gere o código no GeraCode e salve em SVG ou PNG.
- Escaneie com o celular, use qualquer app de leitor de código de barras (ou a câmera nativa no iOS 11+ e Android 8+).
- Verifique se o número lido bate com o número que você digitou.
- Imprima uma etiqueta teste na impressora que você vai usar para produção.
- Escaneie a etiqueta impressa com o leitor de mão que você vai usar no PDV ou estoque.
- Se passar nos dois testes, está pronto para escala.
O leitor de código de barras online do GeraCode permite testar diretamente pelo navegador usando a câmera do celular; sem precisar instalar nada.
Código de barras na nota fiscal eletrônica
Desde 2019, a SEFAZ exige o campo GTIN (cEAN) preenchido na NF-e para produtos com código de barras registrado na GS1, conforme a Nota Técnica 2019.001 da SEFAZ (abre em nova aba). As regras:
- Produto com EAN-13 registrado: preencha o campo com o número completo de 13 dígitos.
- Produto sem código GS1: use o literal
SEM GTINno campo. - Usar número incorreto ou inventado pode resultar em rejeição da nota pela SEFAZ.
Se você emite NF-e, verifique se o seu software (Bling, Omie, Tiny, NFe.io) está configurado corretamente para cada produto.
Custos de implementação
| Item | Custo aproximado |
|---|---|
| Geração dos códigos de barras (GeraCode) | Grátis |
| Registro anual na GS1 Brasil (MEI/ME) | Consultar gs1br.org |
| Leitor de código de barras USB | R$ 80 a R$ 200 |
| Impressora de etiquetas laser (A4) | R$ 400 a R$ 800 |
| Impressora de etiquetas térmica | R$ 800 a R$ 3.000 |
| Software de gestão com integração EAN | R$ 0 (planilha) a R$ 300+/mês |
Para produtos de venda própria sem necessidade de GS1 (artesanal, marca própria em marketplace), o custo de implementação é zero, o GeraCode gera o código visual gratuitamente e você imprime na impressora que já tem.
Erros comuns
Usar o mesmo código em variações diferentes. Cada variação (cor, tamanho, sabor) precisa de um código único. Tênis preto 38 e tênis branco 38 são GTINs distintos.
Reutilizar o código de um produto descontinuado. Plataformas e sistemas de PDV guardam histórico; reaproveitar o código causa conflito de cadastro.
Imprimir sem o número embaixo. O EAN-13 precisa ter os 13 dígitos em texto abaixo das barras; é exigido pelo padrão GS1 e serve de backup quando o scanner não consegue ler a imagem.
Não testar antes de imprimir em escala. Um código com dígito verificador errado ou impresso pequeno demais vai falhar no leitor; sempre valide antes de produzir em quantidade.
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Perguntas Frequentes
Qual formato de código de barras devo usar para meu produto?
Para produtos vendidos em supermercados e varejo brasileiro, use EAN-13. Para controle interno de estoque, Code 128 é mais flexível. Para exportar para os EUA, use UPC-A. Para caixas de transporte e logística, use ITF-14.
Quantos formatos de código de barras o GeraCode suporta?
O GeraCode suporta 12 formatos: EAN-13, EAN-8, Code 128, Code 39, Code 93, UPC-A, UPC-E, ITF-14, MSI Plessey, Codabar, Pharmacode e ISBN. Cobrimos os principais padrões usados no varejo, logística, indústria farmacêutica e editorial.
Posso imprimir etiquetas diretamente?
Sim. Após gerar os códigos (individual ou em lote), use os botões de impressão de etiquetas com layouts 2x5 ou 3x5 por página A4. Uma janela de impressão será aberta automaticamente.
O GeraCode calcula o dígito verificador do EAN-13?
Sim. Se você digitar 12 dígitos no formato EAN-13, o GeraCode calcula automaticamente o 13.º dígito (verificador) usando o algoritmo de módulo 10. O mesmo vale para EAN-8 com 7 dígitos.
Qual a diferença entre PNG, SVG e PDF?
PNG é uma imagem raster ideal para uso digital. SVG é vetorial, ideal para impressão profissional sem perda de qualidade. PDF é ideal para documentos e envio para gráficas.
Posso gerar códigos de barras em lote?
Sim. No modo "Em Lote", você pode digitar ou colar do Excel até dezenas de códigos (um por linha). Todos são gerados de uma vez e você pode baixar em ZIP (SVG) ou PDF.